Decidi que para memória das férias que acabei de desfrutar seria interessante, antes de mais para mim, deixar registadas as impressões vividas durante as duas semanas que terminaram. Para quem me lê não sei se terá grande interesse saber como esbanjei o meu tempo nas Ilhas Afortunadas. Tentarei tornar o relato picante quanto baste para despertar a vossa curiosidade. Aconteceram factos inesperados, curiosos, invulgares que merecem ser recordados e compartilhados.
Antes de mais, e para pôr os mais críticos no seu devido lugar devo dizer que esta foi uma verdadeira viagem cultural. As férias no Egipto, na Grécia ou no México não atingiram a relevância histórica, cultural e mesmo científica da visita, agora terminada às Ilhas de Tenerife e Grã Canária. Permitam-me classificar assim esta viagem, pois como explicarei foi um verdadeiro mergulho nas ondas da cultura gay que abunda sobretudo na segunda ilha visitada.
Entrei em várias catedrais, mas nem um único templo religioso me viu cruzar as suas portas. Observei inúmeras exposições, mas não entrei em nenhum museu. Vi vários monumentos, mas nenhum com interese histórico... Estavam todos vivos!
Foram umas férias viradas para a descoberta da sociedade canária e investigação do comportamento dos seus elementos, sobretudo do sexo masculino. Nada mais edificante que observar in loco uma das sub-especies humanas no seu habitat natural, agindo e comportando-se como se o mundo tivesse sido criado para seu deleite e pleno usufruto sem deixar de estar em perfeita harmonia com as outras sub-especies. Foi um verdadeiro afundar numa cultura que só conhecia superficialmente, pois a comunidade existente no Algarve está muito dispersa e não tem o seu próprio habitat natural. As visitas feitas a outras colónias desta especie são sempre demasiado rápidas para perceber como agem os Homo Sapiens gay no seu espaço de eleição: a noite entre os bares e discotecas ou entre as dunas e os arbustos durante a tarde.
Direi que me senti ir mais longe que os repórteres da National Geografic, pois enquanto estes espreitam os animais atrás de um tronco ou de um arbusto, eu fui mais longe: agi como um membro da colónia. Os resultados do estudo são muito mais credíveis e de fiabilidade científica a toda a prova.
Espero nas próximas postagens relatar a experiência vivida entre uma das grandes colónias europeias de Homo Sapiens Gay existente na região de Maspalomas, no sul da Ilha da Grã Canária e outra na ilha de Tenerife.
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