
Black Jack parece nome de jogo de casino e é, mas é também o nome de uma pequena cidade americana do estado do Missuri. Com 6800 habitantes é seguramente uma boa cidade para se vier. Foi o que pensaram em Janeiro passado Olivia Shelltrack e Fondrey Loving. Compraram uma casa de cinco assoalhadas e com os seus três filhos mudaram-se para a sua nova residência. Nunca imaginaram que ao mesmo tempo que compravam a casa compravam também uma batalha judicial com o município de Black Jack!
À luz das regras, que desde 1985 regem a pacata cidade, o casal e seus filhos não encaixam no conceito de família que a cidade impõe aos seus residentes. As leis da cidade dizem que 4 pessoas só podem viver juntas se estiverem unidas pelo sangue, casamento ou adopção. Como este casal não está casado tiveram que optar entre três possibilidades: casarem-se, deixar a cidade ou recorrerem aos tribunais. A última foi a opção tomada( que mauzinhos!).
A propósito de uma autorização de residência foi-lhes pedido para mostrarem as certidões de casamento e de nascimento das crianças. Logo verificaram que algo de errado se passava. Entretanto o tribunal da cidade rejeitou o pedido para alteração da lei e o caso foi remetido para a Amerian Liberties Union, que equaciona processar a cidade. Esta associação estima que cerca de uma dezena de casais com filhos tenha sido rejeitada pela cidade e acabado por abandoná-la. Várias cidades do mesmo estado têm leis semelhantes embora não as apliquem na prática.
Os responsáveis pelo município defendem que o objectivo desta lei é evitar que a cidade fique superlotada. Que desculpa mais hipócrita! Se este casal fosse legalmente casado e tivesse 20 filhos não teriam problemas em ser aceites. Está de caras que esta lei não tem nada a ver com controlo demográfico mas apenas com a intensão de impor valores morais aos cidadãos.
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