Ainda não se iniciou a campanha para o referendo e as sondagens já antecipam o risco de tudo ficar na mesma. As sondagens mostram que o sim perde vantagem à medida que se apróxima a hora de fazer a cruz, tal como aconteceu há 8 anos.
Sempre fui contra a realização deste referendo. Estou com aqueles que defendem que a Assembleia da República devia ter assumido a responsabilidade de aprovar a lei de despenalização do aborto até às 10 semanas de gravidez.
Até ao dia em que se decidiu marcar um novo referendo as sondagens demonstravam que os portugueses estavam esmagadoramente a favor da despenalização. Nessa altura as pessoas respondiam com a cabeça, não com o coração. Há medida que se aproxima a data o coração começa a falar mais alto e a racionalidade perde-se, logo que o clero começa a ameaçar com a recusa da extrema unção na hora da morte, com a excomunhão e com o fogo do Inferno para aqueles que votarem sim.
O nosso povo não é mais católico que os outros, porém quando pensa que uma simples cruz no lugar errado o pode condenar para toda a eternidade, volta atrás. A maior parte dos eleitores não está em idade de necessitar de um aborto ou porque é homem, ou porque já passou a idade de ter filhos, porquê então arriscar a condenação divina com uma decisão que já não lhe interessa nada?
Esta é só uma das razões para a vantagem inicial do sim estar a resvalar e o não a ganhar força. É o medo do fogo do Inferno que começa por atrofiar os tomates e a coragem de votar sim.
Sempre fui contra a realização deste referendo. Estou com aqueles que defendem que a Assembleia da República devia ter assumido a responsabilidade de aprovar a lei de despenalização do aborto até às 10 semanas de gravidez.
Até ao dia em que se decidiu marcar um novo referendo as sondagens demonstravam que os portugueses estavam esmagadoramente a favor da despenalização. Nessa altura as pessoas respondiam com a cabeça, não com o coração. Há medida que se aproxima a data o coração começa a falar mais alto e a racionalidade perde-se, logo que o clero começa a ameaçar com a recusa da extrema unção na hora da morte, com a excomunhão e com o fogo do Inferno para aqueles que votarem sim.
O nosso povo não é mais católico que os outros, porém quando pensa que uma simples cruz no lugar errado o pode condenar para toda a eternidade, volta atrás. A maior parte dos eleitores não está em idade de necessitar de um aborto ou porque é homem, ou porque já passou a idade de ter filhos, porquê então arriscar a condenação divina com uma decisão que já não lhe interessa nada?
Esta é só uma das razões para a vantagem inicial do sim estar a resvalar e o não a ganhar força. É o medo do fogo do Inferno que começa por atrofiar os tomates e a coragem de votar sim.
2 comentários:
Concordo com o que dizes. A Assembleia assumia e estava tudo acabado. Dão campo aos "padrecos" e vai dar nisto!
falta-lhes tomates
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