sexta-feira, maio 19, 2006

VAI VALER A PENA CONHECER-TE?

Tomar a decisão de se conhecer alguém deve ser minimamente ponderada. Conhecer, no sentido de interagir com a pessoa que se atravessa na nossa vida, não no sentido do beijo ou do aperto de mão, tem implicações que nem nos passa pela cabeça. Fazer uma amizade ou iniciar um relacionamento amoroso é decidir alterar o futuro de duas pessoas pelo menos. O dia a dia de ambos altera-se mais ou menos profundamente; a linha de horizonte afectivo sofre uma alteração que pode vir a ser enriquecedora ou desalentadora. Por isso considero que atravessar o destino de alguém deve merecer uma reflexão prévia, pelo respeito que nos deve merecer a vida que se cruza com a nossa. Que intensões temos quando nos apróximamos do outro? Temos algo para dar ou queremos apenas usar? Vamos ver se dá ou pretendemos fazer com que dê? Há inúmeras questões que ficam no ar e se não são respondidadas a tempo podem transformar o novo relacionamento numa perda inútil de tempo e no fim não deixar nada de bom como recordação. Encetar relacionamentos que acabam rapidamente em frustração e desalento não é uma atitude séria nem sadia.

1 comentário:

DE CORPO E ALMA disse...

Percebo o teu alerta, mas receio que o 3º elemento tenha pouca utilidade para esse fim. Se a relação dos dois que estão no filme tiver pés de barro parte-se mais cedo ou mais tarde com ou sem muleta.