quinta-feira, fevereiro 16, 2006

FARTO DA NOSSA TELEVISÃO


Quando chego a casa, vindo do trabalho são, mais minuto menos minuto, oito horas da noite. Logo procuro ligar a televisão para acompanhar os «Telejornais» que se iniciam a esta hora. Enquanto me aconchego à casa, que ficou vazia desde manhã, oiço o que as televisões recordam do que se passou durante o dia. Daí a pouco estou farto! Os reporteres e os jornalistas enredam-se durante quase duas horas em notícias de dúvidosa acuidade, reportagens de interesse ambiguo e por aí fora.Portugal vai entrar no Guiness Book of Records por ter os mais longos noticiários televisivos do munQuando chego a casa, vindo do trabalho, são, mais minuto menos minuto, oito horas da noite. do. Depois segue-se uma panóplia de concursos, de programas de humor de qualidade mais que duvidosa a que se segue uma bateria de telenovelas brasileiras ou portuguesas, conforme o canal, que já não tenho pachorra para acompanhar.
Isto para dizer que cada vez gasto menos tempo a ver televisão. Também porque tenho a Net, livros e muitos C.D`s D.V.D`s com excelentes filmes que ainda não tive tempo para ver.Neste momento estou a ver os episódios de uma série, que devia passar na TV em prime time: Queer as folk, na versão americana, que considero de melhor qualidade que a inglesa. Uma verdadeira joia, que, sem paninhos quentes mostra aquilo que é a comunidade homossexual, não só americana, mas de todo o mundo porque os homossexuais, habitem onde quer que seja comportam-se conforme os «arquétipos» que surgem nesta excelente série. Nada se esconde, nada se revela a mais do que a realidade do comportamento dos gays. Ousada quanto baste, verdadeira na essência, sentimental quando tem que o ser, dinâmica suficiente e com muita magia à mistura. Quem a vê, vê o mundo da homossexualidade em todo o seu explendor, no máximo de ternura e crua quanto baste. Uma «obra de arte» representando com todas as cores o que é ser homossexual.

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