sexta-feira, fevereiro 03, 2006

A ESTUPIDEZ DA LIBERDADE


Na minha modesta opinião, a liberdade de imprensa é um dos pilares das democracias ocidentais e não deve ser posto em causa, sob pena de se abrir uma brecha para que a censura volte a usar o lápiz azul. Sem liberdade de imprensa é necessário rebaptizar o sistema político que aceitamos como sendo o mais justo e coerente criado até hoje. «Censurocracia» talvez, mas não governo do povo!

A liberdade de imprensa deve, contudo ser usada com bom senso no respeito pelo bom nome e valores civilizacionais de pessoas e povos. A provocação gratuita, a ofensa e a conspurcação dos valores religiosos e morais dos povos não é apanágio de liberdade, mas antes de arrogância e prepotência face aos ideais daqueles que não comungam dos nossos. O respeito pela diferença de pensamento e atitudes devia ser ponto de honra da imprensa democrática ocidental.

Não é provocando e desrespeitando que nos tornamos mais livres e democratas. Essa é uma atitude profundamente acefalocrática e prepotente. Se os média ocidentais querem acicatar o ódio islâmico para terem que noticiar, então continuem a publicar tudo o que possa ofender a religião islâmica e o povo árabe sem olhar às consequências. Existem milhares de fanáticos mulçumanos e fundamentalistas islâmicos a aplaudirem as caricaturas de Maomé. É mais uma bandeira para agitar o ódio à civilização ocidental e recrutar mais umas centenas de suicidas para perpetrarem ataques terroristas contra os interesses ocidentais.

Se o objectivo é deitar achas para a fogueira e por o circo a arder; parabéns. Estão no caminho certo. O resultado poderá cair em breve sobre as nossas cabeças!

Não defendo que nos acobardemos ante as ameaças terroristas. Afinal os nossos valores civilizacionais não são para guardar no saco só porque os outros não os professam, mas soltar e deixar andar os demónios à solta não será sinónimo de estupidez?

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