Finalmente o meu primeiro dia de praia de 2008! Um dia estupendo passado na praia da Manta Rota com uma luz que permitia vislumbrar quem andava a apanhar conchinhas na praia Verde ou em Montegordo. Os quilómetros de praia da baía eram nítidos desde Tavira até Isla Antilha, do lado de lá do Guadiana. Apesar de todos os cuidados o sol deixou marca. Agora sim começou o Verão.
Cheguei à praia sem que a frase do nosso Presidente da Republica dizendo que o importante era o dia da raça me desimpedisse os neurónios para pensar em coisas mais fúteis e agradáveis. Estava convicto que de raça lusitana ou portuguesa, como queiram, eram os cavalos: aqueles que dançam frente aos cornos dos touros na arena (arte que eu por acaso nem aprecio). Pensei noutras raças e veio-me à ideia o cão-de-água algarvio, mas esse é só algarvio, o rafeiro alentejano, mas esse é só alentejano, o Serra da estrela, mas esse é só da serra e são todos cães. Português da Lusitânia só a raça de equinos que todos conhecemos. Agora o senhor presidente vem dizer que o importante é celebrar a 10 de Junho o dia da raça? Será que afinal somos da mesma raça dos cavalos!? Estou perplexo!
Não sei se lhe leve a mal, mas penso que não vale a pena. O homem não quis dizer que somos todos umas cavalgaduras: confundiu-se. Quem, em tempos, proclamava à força que éramos uma raça foi o célebre antropólogo Oliveira Salazar que só por acaso Cavaco Silva, de vez em quando, vai buscar aos baú das suas memórias e nos espanta, como se espantam as bestas de carga, com a facilidade que tem em ir buscar reminiscências dos tempos em que er
a adolescente. Será que tem saudades do tempo em que fazia a viagem de comboio desde Boliqueime para frequentar o Liceu Nacional João de Deus, em Faro, que por acaso eu também frequentei ou tem saudades de quem o governava na altura? Não creio. Não duvido que somos presididos por um verdadeiro democrata que de vez em quando comete umas gaffes estilo George W.Bush filho. Nada de grave portanto.

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