
Finalmente parece que algo está a mudar ma mente de quem tem responsabilidades neste país. Primeiro foi o PGR, a propósito das escutas telefónicas que se fazem em Portugal, a por a boca no trombone e esquecendo o politicamente correcto disse, com todas as letras que as palavras têm, que ninguém controla as escutas telefónicas que se fazem no país. Ficou implícito que se escutam os cidadãos por tudo e por nada, com fins pouco éticos e a reserva da vida privada é uma utopia.
Até um Secretário de Estado se desbocou e disse ao país que afinal as grandes empresas nacionais fogem ao pagamento de impostos como o diabo da cruz, obrigando cada cidadão a retirar dos seus magros salários uma fatia maior para o orçamento de estado.
Agora foi a vez do inspector-geral das polícias afirmar, sem papas na língua, que os polícias portugueses vêem demasiados filmes americanos e há entre eles incompetência, adrenalina e tiros a mais. Lapidar!
Agora foi a vez do inspector-geral das polícias afirmar, sem papas na língua, que os polícias portugueses vêem demasiados filmes americanos e há entre eles incompetência, adrenalina e tiros a mais. Lapidar!
A GNR é uma polícia militarizada e como tal tem tendência a ver no cidadão não alguém a quem prestam um serviço de segurança e protecção, mas como o «inimigo». Clemente Lima entende que «há muita impertinência, intolerância, impaciência da parte da polícia» no «atendimento ao cidadão», que, a seu ver, é sinal de «incompetência». Não será apenas o facto de serem militares que lhes dá esta postura, mas também as suas origens e história alicerçadas no poder que o antigo regime lhe conferia. Há tiques que teimam em permanecer. O inspector aponta ainda a conivência das chefias para com estes comportamentos e refere a formação como a lacuna e razão principal para a incompetência de profissionais que sacam a arma com muita facilidade.
Para ler a entrevista ao Expresso entrar por aqui»»»
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