Desde as primeiras entradas deste blog que tenho um leitor fiel. Nunca deixou um comentário, um pequeno vestígio da sua visita que fosse, mas sei que passa por aqui regularmente. Penso que é o único visitante com origem em Moçambique, mais propriamente da cidade de Maputo. É sempre com curiosidade que verifico se me visitou. De quando em quando está vários dias sem aceder a esta página e fico a pensar que se cansou ou se mudou para outras paragens. A ele um obrigado pela fidelidade.
Maputo é a capital moçambicana que antes da independência se chamava Lourenço Marques. Não tenho nada que a ela me ligue, (o único amigo moçambicano que tenho é professor universitário na Beira, bem mais a norte). Mentira, devo o nome que me chamam a Lourenço Marques. Desde já vos digo que não me chamo nem Lourenço, nem Marques. Vou deixar que sejam vocês a descobrir como se chamavam os habitantes da capital desta antiga colónia portuguesa e assim descobrirem qual o meu nome próprio.
A história do meu nome é rápida de contar: o meu nome devia ter sido Eduardo, por vontade de meu pai, mas a mulher escolhida para madrinha de baptismo foi uma senhora que tinha uma afilhada, de que muito gostava e que já não via há muito, por aquelas bandas do hemisfério sul. Vivia lá longe e as saudades da afilhada eram tantas que ela impôs como condição para ser minha madrinha que eu ficasse com o nome dos habitantes daquela cidade em homenagem à rapariga. Meu pai cedeu e deixou cair o Eduardo para realizar a vontade da senhora. Curiosamente tenho nome de cerveja, embora no masculino, como é óbvio.
É fácil descobrir o meu nome, investiguem um pouco e deixem mensagem.
1 comentário:
Não sei se irei dizer alguma asneira mas, como soy dizer-se, "quem não arrisca não petisca".
Aqui vai: rebuscando no meu baú de memórias, encontro a palavra «LAURENTINOS» para os naturais da antiga cidade de Lourenço Marques, hoje Maputo.
Terei acertado, "Laurentino"?
(Ameijoas? Hum..., bem bom!)
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