É espantoso como a América chora os mortos de sucessivos massacres ocorridos devido, em parte, à facilidade com que é possível comprar armas naquele país e não reconhece que esta liberdade tem custado à nação americana milhares de vidas. Dizem que o debate sobre a liberdade de compra e porte de armas nos Estados Unidos da América é permanente. Mas a verdade é que não conduz a uma mudança de mentalidade e da lei sobre o problema. O lobby das armas é muito poderoso e o negócio não se compadece com os mortos, nem estes fazem manifestações. Oito anos depois do liceu de Columbine aconteceu o massacre da Virginia Tech pelo meio ficaram muitos outros cadáveres vítimas de uma política que torna a nação americana uma das mais violentas do mundo, e nada mudou.
Como pode um jovem que já vinha sendo acompanhado pela polícia e pelos serviços psiquiatricos ter adquirido duas armas numa premeditação planeada do massacre que veio a causar. O estado da Virginia só permite que um cidadão compre uma segunda arma depois de 30 dias de ter adquirido a primeira. O jovem coreano comprou a sua, precisamente no primeiro dia em que o podia fazer depois de ter começado a preparar o massacre com a compra da primeira.
A América é o país do sonho e da liberdade, mas a que preço se prolongam liberdades deste género. Na guerra contra o terrorismo as liberdades mais elementares dos cidadãos são reduzidas, senão mesmo cerceadas em prol da segurança do estado. A guerra contra a violência «privada» simplesmente não existe. Há algo de incompreensível e doentio nesta política e nesta atitude do povo americano perante a violência. Se vem de fora é para combater a todo o custo, se é interna, não se combate porque mexe com as liberdades dos cidadãos.
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