quarta-feira, janeiro 24, 2007
APOCALYPTO
No Sábado fui ver o filme. Não podia passar sem o ver.
Em Portugal quase não se estudam as civilizações pré-colombinas da América no ensino secundário. Até visitar o México, já passaram mais de dois anos, confesso que pouco mais sabia sobre estas civilizações, do que o facto de terem existido. Quando visitei Uxmal e Chichén Itzá ligadas à civilização Maia e outros centros arqueológicos ligados à civilização Asteca fiquei com sabor a pouco ao ver a imponência e complexidade daquelas construções sem perceber como é que funcionavam antes do século XV.
Sempre que visitei ruínas romanas ou estive na Acrópole, em Atenas, consegui imaginar a funcionalidade dos edifícios. O cinema e a televisão ao reconstruir a antiguidade facilitam-nos esse exercício, mas em relação às civilizações desaparecidas do outro lado do Atlântico nunca tinha assistido a uma reconstituição desse género. Tinha obrigação de ir ver Apocalypto. Fui e adorei.
Mel Gibson filma de uma forma que arrasta o espectador para dentro da acção tal a proximidade a que coloca as câmaras. A sensação de estar dentro da acção quase nos tira o fôlego na vertigem dos acontecimentos ou nos faz temer a impiedade dos personagens e barbaridade dos acontecimentos. Quase nos sentimos salpicados de sangue de tão próximos que estamos. Ao terminar o filme, confesso que tive a sensação de cansaço, pois tinha corrido lado a lado com a personagem principal na sua aflitiva fuga da morte. Criticar Mel Gibson por filmar assim é não perceber a intenção do realizador.
Os críticos dizem que a reconstituição histórica é bastante verosímel. Mostra uma civilização complexa e relativamente desenvolvida, extremamente cruel e violenta. O facto de ser falado em Yucateco só contribui para lhe conferir mais autenticidade.
Agora já consigo imaginar Chichén Itzá povoada. já consigo imaginar toda a população em frente à pirâmide de Kukulkan, e do Templo de Chac Mool, prontos para assistir ao sacrifícios humanos, para o apaziguar, de forma a que deixe de castigar o povo e volte a permitir colheitas abundantes.
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1 comentário:
apocalypto é o melhor filme do ano,susseço total.mel gibson esta de parabens
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