sábado, dezembro 09, 2006

OS (IN)DESEJADOS

As sociedades ocidentais começam a repensar o multiculturalismo que tinha vindo a ser incentivado, até ao 11 de Setembro, ao 11 de Março e ao 7 de Julho, fruto da imigração que tornou muitos dos países ocidentais nas sociedades mais cosmopolitas do planeta. Os atentados que vitimaram, dolorosamente, alguns dos países que mais estrangeiros receberam no seio da sua população como é o caso do Reino Unido, dos Estados Unidos e até da própria Espanha. É difícil esquecer que os protagonistas dos sangrentos atentados foram criados, educados e integrados nas sociedades que odiavam. A confiança perdeu-se. As comunidades muçulmanas começaram a sentir a desconfiança e o ressentimento dos nacionais.
Hoje os países repensam o que se deve exigir a um estrangeiro que cruza as suas fronteiras. Quem chega de fora para ficar deve estar preparado para respeitar o espírito de tolerância que é promovido no país de acolhimento. É este espírito tolerante que dá alma às nossas democracias, embora saibamos que por vezes lhe falta corpo e e a tolerância nem sempre é visível para quem chega. Quem chega espera ser acolhido com tolerância, mas também ele deve ser tolerante para com o país que o acolhe. Não é bem vindo quem vem com a disposição de chocar com a cultura local. Quem vier vender ódio, qualquer que seja a sua raça, religião ou credo, não pode continuar a ser recebido de braços abertos. Quando se trata de respeitar os valores fundamentais: democracia, tolerância, igualdade, respeito pela país e pela cultura nacional não pode haver concessões. Os imigrantes têm o direito de serem diferentes, mas o dever de se integrarem.

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