
Lisboa, apesar de todos os defeitos que tem continua a ser uma grande capital europeia. Ela guarda nos edifícios e nos lugares a força da História que a fez capital de um império e uma das mais belas e míticas cidades do velho continente. Para um provinciano, como eu, que a visita de quando em quando, Lisboa exerce um fascínio que aqueles que a habitam, certamente, não sentem.
Ontem, há uma da manhã, Lisboa continuava com as ruas apinhadas de carros, não de gente! Soube depois que aquele trânsito desmesurado na zona de Alcântara se devia a um condutor embriagado que tinha entrado na Ponte 25 de Abril em contra-mão provocando um acidente com várias viaturas e os subsequêntes engarrafamentos. Mas a cidade é mesmo assim: engarrafada, confusa, ocupada por carros que rouba o espaço vital para os seus habitantes serem felizes. Lisboa seria uma das cidades mais fascinantes da Europa para se visitar e uma das melhores para se viver não fosse o caos no trânsito e no estacionamento, não fosse a decadência urbana e os problemas sociais de que padece.
Tirem o excesso de carros das ruas, encontrem soluções de estacionamento, cuidem dos prédios degradados e a nossa capital será o orgulho dos portugueses. Os problemas sociais não são de menos importância, antes pelo contrário, mas têm que ser atacados com meios mais poderosos.
Não entendo a dificuldade que as nossas cidades têm para resolver os problemas de trânsito e de estacionamento que as sofocam, das quais Lisboa é o pi0r e maior exemplo.
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