Inesperadamente há acontecimentos que irrompem pela nossa vida e fazem balançar os mais firmes alicerces. Não são abalos telúricos, são mais do género avalanche ou maremoto que vem de longe sem ser esperados e nos atropela, nos subterra, inunda a nossa existência serena e costumeira. Não nos damos conta e quando tentamos respirar, falta-nos o ar, sentimos o peito sofocar, o coração a bater acelarado. Sinto-me submergir sem saber nadar.
Esta lua fica aqui, como estátua em pedestal, para eu recordar e ficar desperto para as grandes «
catástrofes» naturais que põem em risco a existência adormecida dos corações humanos.
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No fundo estou feliz por sentir o meu coração bater com a lua cheia!
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