segunda-feira, junho 12, 2006

O NOSSO CARNAVAL




Muitas cidades portuguesas preparam-se para sair à rua E celebrar os Santos Populares. Enfeitam-se de papelinhos, luzes , sardinhas, vinho tinto e música apropriada e saiem à rua num festejo que o povo não dispensa. Lisboa vibra com o Santo António; o Porto com o São João, outras com o São Pedro. Estas celebrações são uma espécie de Carnaval tardio em que os portugueses se permitem celebrar de T-shirt, sem receio da chuva ou do frio do Inverno. Os Santos Populares chegam no mês de Junho com o últimos espirros da Primavera e anunciam o Verão quente em que apetece assar sardinhas no quintal e beber cervejas geladas nas esplanadas dos bares e cafés até altas horas da noite.

As marchas populares são uma encenação tradicional que faz lembrar as escolas de samba do Rio de Janeiro, salvo as devidas proporções. Os foliões brincam, cantam e dançam numa animada celebração que revela o espírito português e a sua forma de estar no mundo: sem excessos, sem loucuras, agarrados à tradição, misturando religião com folia, «comes e bebes» com com o romantismo do namoro marialva a escorrer em piropos e piscadelas de olho pelas vielas das cidades. O romantismo dos versos no mangerico, misturado com a brejeirice dos piropos são uma marca lusitana na conquista das belas moçoilas que saem à rua com um pretendente debaixo de olho. Os casamentos de Santo António dão um sabor honesto e sacramental aos festejos desbragados e pagãos que nos animam as noites de Junho.
As celebrações populares de um povo revelam o mais genuino da sua alma.

As marchas vão descer a avenida. Vamos saltar a fogueira e tirar as sortes, estalar martelinhos e beber muito vinho! Se há festas pimbas estas dos santos populares são o seu expoênte máximo!
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