
Saí hoje para almoçar às 12.30 juntamente com o meu colega de trabalho, acabadinho de regressar de uns dias na neve, onde foi a aperfeiçoar-se na prática do snowbord. Seguimos rumos diferentes: ele foi para sua casa, eu para o Algarve Shopping, comer uma sopinha bem quente. Tinha acabado de estacionar quando toca o telemóvel de serviço. Pensei, antes de o tirar do bolso: - Quem é que me está a «chatear» agora, não sabem que é hora de almoço? Tirei-o do bolso e reparo no nome: era ele. Aconteceu algo? pensei. Ao atender ele surpreende-me ao perguntar: - Chefe está perto de uma televisão? Ligue na SIC. Eu não tinha uma televisão por perto. -Mas porquê? Que aconteceu? -Está a dar nas notícias o caso daquelas raparigas que voçê pôs no seu Blog. A televisão está a fazer uma reportagem com o advogado e a falar do assunto. - Pena que não posso ver! -Talvêz ao jantar. Desliguei agradecendo a lembrança de me telefonar. (Tenho que agradecer-lhe por ser um dos mais assíduos leitores do que escrevo neste espaço.)
Pois é, a iniciativa do advogado Luís Grave Rodrigues está a fazer o seu percurso natural. A imprensa nacional começa a dar espaço ao assunto e as televisões já o puseram a ser comentado e discutido pela população em geral. Ora bem; o primeiro objectivo foi conseguido: chamar a atenção para o problema da discriminação que a Teresa e a Lena são vítimas tal como todos os portugueses que amam pessoas do mesmo sexo e não lhes é reconhecido o direito de legalizar a sua relação. Será preciso muito mais do que interesse mediático para se atingir o objectivo final, mas tudo tem que ter um princípio. Quero agradecer à Tereza e à Lena pela coragem de darem a cara no lugar de centenas, senão milhares de portugueses e portuguesas que desejam a aprovação de uma lei que permita realizar o sonho proibido, por agora.
Enquanto os três mosqueteiros percorrem o caminho que agora iniciam, as organizações homossexuais e os gays e lésbicas tem nas suas mãos um dilema de fácil solução: vamos deixa-los fazer o caminho solitários ou vamos organizar e participar em iniciativas que mostrem que esta luta não é de dois ou três, mas de largos milhares de cidadãos que tem direito a um tratamento igual ao dos outros portugueses?
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