Portugal, apesar da revolução que depôs um regime anestesiante que queria manter a sociedade portuguesa em banho maria, nunca ganhou garras para tomar o destino nas suas próprias mãos e pouco a pouco foi embalado por politicos que, não querendo compará-los com os do regime salazarista, não gostam de ondas e tudo fazem por manter a sociedade dócil e meiga, pouco exigente e nada esclarecida...
O povo, embalado em subsídios e empregos públicos, cunhas e pequenas falcatruas e numa formação descuidada e insípida, tem dificuldade em puxar pelos políticos, exigindo deles avanços socio-culturais, económicos, técnicos que nos tirem da cauda europeia técnologica e economicamente falando, mas sobretudo a nível socio-cultural.
Enquanto a Europa discute os casamentos homossexuais, as implicações éticas dos avanços no uso de células estaminais, a clonagem e outros avanços nas ciências da vida, Portugal ainda não resolveu o problema do aborto. A Europa deixou para trás este problema há 30, sim 30 anos!?
Já que não temos uma sociedade esclarecida para exigir avanços do poder nestas áreas, então deviamos ter um «Poder» capaz de liderar o povo para acertar o passo com os outros nestas áreas. O povo tarda em se mobilizar exigindo decisões, e os políticos continuam a embalar o berço adormecendo a população. Profetizo que no dia em que o primeiro país do mundo estará a aprovar o casamento de humanos com seres de outros planetas, Portugal estará, ainda, a decidir se vai fazer um referendo para aprovar a interrupção voluntária da gravidez.
Enfim... cada povo tem os líderes que merece!
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