sábado, janeiro 23, 2010

quarta-feira, janeiro 13, 2010

EL NUEVO NIÑO ARMANI








Cristiano Ronaldo vai substituir David Beckham como o «galático» da grife Armani. Lá vai ele estourar com mais um Ferrari!...

domingo, janeiro 10, 2010

A PROPÓSITO DE LEIS PELA METADE

Ainda está quentinha a lei coxa do casamento entre pessoas do mesmo sexo, que sabe a melhor que nada a todos os homossexuais portugueses. Aliás Portugal é especialista em aprovar leis limitadas e pouco ambiciosas. Chamo a vossa atenção para a lei da procriação medicamente assistida aprovada na legislatura passada que impede as mulheres solteiras de a ela recorrerem. A direita e a Igreja, não só a Católica, mas as evangélicas também conseguiram limitá-la aos casais heterossexuais. Tudo bem!

Felizmente temos a Espanha aqui ao lado que aprova leis de corpo inteiro. E agora é um corropio de mulheres solteiras, lésbicas ou não, nas clínicas de tratamento da infertilidade junto à fronteira. Faz lembrar o antes da lei do aborto. Quem agradece são nuestros hermanos que ganham uns bons milhares de euros extras com o impedimento legal deste lado da fronteira.

Falo deste assunto porque tenho uma irmã que não é lésbica, mas que dispensa bem os homens depois de ter conhecido alguns patifes, ao contrário do irmão que nunca conheceu nenhum que o fosse. E agora decidiu que quer ser mãe, mas não quer dar o prazer a nenhum filho da mãe de o fazer. Fomos (eu só fui de companhia) no outro dia a Sevilha a uma primeira consulta e fiquei surpreendido com o número de portuguesas que estão a encher os cofres das empresas que se dedicam ao negócio de ajudar mulheres sozinhas a ter filhos. São mais alguns milhares de euros que podiam ficar no país, mas voam para a economia vizinha que também não goza de boa saúde, nos dias que correm.


Pois é, está dentro das minhas expectativas vir a ser tio lá para o fim do ano. Já não era sem tempo. Afinal parece que a família Antão de Olhão não vai acabar tão cedo, o diabo seja cego surdo e mudo!...

A ARTE, O MÁRMORE, A GASTRONOMIA, A ARQUITÉCTURA E A ...


















































Saudades de umas férias no país da arte...





sexta-feira, janeiro 08, 2010

A LEI DA DIGNIDADE DO AMOR GAY

MIGUEL VALE DE ALMEIDA ( Deputado do PS)



Hoje é um dia histórico para os homossexuais portugueses. O parlamento português decidiu acabar com a discriminação de que todos os gays portugueses eram vítimas. Eram cidadãos de segunda, apenas iguais perante a lei para pagar impostos. Agora e quando o presidente da republica promulgar a lei, porque não concebo que não o faça, seremos cidadãos de pleno direito, com dignidade igual, direitos iguais e deveres iguais. Perdão: quase todos os direitos iguais. Todos menos um: o direito a adoptar uma criança desprotegida, abandonada ou maltratada pela sua família legítima, que o estado prefere manter em instituições de qualidade duvidosa, como é do conhecimento geral, a dar-lhe o amor de dois pais ou duas mães.

Hoje é um dia histórico para Portugal semelhante àquele em que aboliu a pena de morte, em que foi pioneiro, àquele em que pôs fim à escravatura ou o outro em que deu direito de voto às mulheres. É um país que avança em direcção ao futuro e à modernidade que temos de agradecer aos partidos de esquerda com o derrube de mais esta barreira que nos mantinha agarrado aos valores do século passado.

Mais do que o direito que esta lei me vai dar de contrair matrimónio com o meu companheiro de há quase 13 anos, e que de momento não pretendemos usufruir, ela vai permitir-me andar na rua com um estatuto de dignidade que até aqui a lei me negava. Mais do que o direito de casar esta lei dá-nos o direito de olhar olhos nos olhos os casais heterossexuais e toda a sociedade portuguesa. Retira-nos o receio da discriminação por demonstrar os nossos afectos em público e dá-nos o direito de resposta, sem pingo de vergonha sempre que alguém enverede pelo caminho da discriminação dos homossexuais. Esta lei legitima a nossa forma de amar. Hoje o nosso país deu um passo gigantesco na eliminação das intolerâncias sociais.

A partir de hoje passo a gostar ainda mais deste país e a orgulhar-me mais de ser português.